A Queda de Stranger Things: Do Fenômeno Global ao Episódio Mais Polêmico



A série que definiu uma geração e quebrou recordes de streaming está chegando ao fim em meio a uma das maiores controvérsias de sua história. Stranger Things, que começou como um tributo nostálgico aos anos 80 e se tornou um dos maiores sucessos da Netflix, enfrenta agora críticas intensas na sua quinta e última temporada. O episódio 7, intitulado "The Bridge", lançado em 25 de dezembro de 2025 como parte do Volume 2, se tornou o capítulo pior avaliado da série inteira no IMDb, com notas que caíram para a faixa de 5.5 a 5.8 (dependendo do momento da contagem), superando até o infame "The Lost Sister" da segunda temporada. No Rotten Tomatoes, a recepção da audiência para a temporada como um todo despencou para níveis recorde de baixa (próximo de 56-67% em alguns momentos), marcando a pior pontuação da série até agora.

O Epicentro da Polêmica: A Revelação de Will Byers

O principal alvo das críticas é a cena em que Will Byers (Noah Schnapp) se assume gay para seus amigos e família. Após anos de pistas sutis — desde o bullying sofrido na primeira temporada até monólogos emocionais nas temporadas seguintes —, o momento finalmente chegou no episódio 7. Will declara abertamente que "não gosta de meninas" e explica como fingiu ser algo que não era para se encaixar no grupo. A cena é descrita por Noah Schnapp como "perfeita" e "importante", especialmente por mostrar um personagem lidando com vergonha e medo em um contexto de 1983, onde a aceitação LGBTQ+ era mínima.

Porém, a reação foi polarizada:

  • Críticas positivas destacam o impacto emocional e a representatividade. Muitos veem a cena como o fechamento natural do arco de Will, que sempre foi o mais vulnerável e isolado do grupo.
  • Críticas negativas (e em grande volume) acusam o momento de ser "forçado", "lacração desnecessária" ou mal colocado no meio de uma trama de fim de mundo. Há relatos de review bombing coordenado, com picos de notas 1 estrela vindas de regiões específicas e discussões em redes sociais sobre "agenda woke". Parte da queda nas avaliações parece vir daí, similar ao que ocorreu em outras produções com temas semelhantes.

Além disso, há reclamações gerais sobre o ritmo da temporada: episódios longos com muita conversa e pouca ação, personagens secundários ganhando destaque excessivo e uma sensação de que a série "perdeu o rumo" após a grandiosidade da quarta temporada.

A Queda Geral da Temporada 5

Stranger Things sempre teve altos e baixos — a segunda temporada foi criticada por ser filler, a terceira por ser "leve demais" —, mas a quinta parece ter acumulado os problemas. O Volume 1 (episódios 1-4, lançados em novembro) teve recepção melhor, com o episódio 4 ("The Sorcerer") chegando a ser um dos mais bem avaliados da série inteira. Já o Volume 2 (episódios 5-7, de 25 de dezembro) derrubou as médias: críticas de produção "barata" (iluminação pesada, green screen visível), repetição de fórmulas e falta de impacto nos personagens principais como Eleven (que muitos dizem estar "apagada" nesta temporada).

No Rotten Tomatoes, a temporada tem 84% da crítica (ainda razoável), mas a audiência despencou para patamares inéditos na série. É a primeira vez que Stranger Things sofre review bombing significativo, o que reflete uma divisão cada vez maior entre fãs antigos e novos públicos.

O Que Esperar do Episódio Final (31 de dezembro)

O grande teste agora é o Capítulo 8: "The Rightside Up", o finale de duas horas que estreia na quarta-feira, 31 de dezembro de 2025, às 20h (horário de Brasília), simultaneamente na Netflix e em sessões especiais de cinema em mais de 500 salas pelo mundo.

Os irmãos Duffer prometeram um encerramento épico, com foco na resolução da batalha contra Vecna/Henry Creel e no destino do Upside Down. Há expectativas de:

  • Grandes mortes — mas que sirvam à história, não apenas choque.
  • Fechamento emocional para o grupo principal (Mike, Eleven, Dustin, Lucas, Max, Will etc.).
  • Possíveis twists envolvendo o portal aberto no final da temporada 4 e o papel de Will na luta final (já que sua conexão com Vecna foi centralizada).
  • Um adeus nostálgico, voltando às raízes de aventura e amizade, mas com o peso de uma década de desenvolvimento.

Se o finale entregar ação intensa, resoluções satisfatórias e um tom emocional forte, pode resgatar parte da temporada e deixar um legado positivo. Caso contrário, a percepção de "queda" pode se solidificar, especialmente com planos de spin-offs e reboot já sendo discutidos.

Stranger Things foi revolucionário: transformou o streaming, reviveu o terror oitentista e criou uma legião de fãs. Mas, como muitas sagas longas, enfrenta o desafio de encerrar sem decepcionar. O dia 31 de dezembro decidirá se a série termina como um clássico ou como um exemplo de como até os maiores fenômenos podem tropeçar no final.

E você, vai assistir ao vivo na virada do ano? O que espera do último capítulo?

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